Venho estudando a algum tempo essa ideia de ver o melhor das pessoas e tenho também me observando para ver a minha melhor versão. Desde que entendi que nos autodepreciamos para não sentir dor, comecei a olhar essa questão de uma forma mais atenta.

Percebi que me focava sempre nas coisas negativas, nos seus pontos a melhorar de forma mais intensa e pouco valorizo aqueles aspectos que são minhas potências.

Estamos viciados nesse processo, pois nosso cérebro fica usando a programação default, que é de detectar ameaças e perigos emocionais, mas com isso perdemos de vista o que temos de melhor, aqueles pontos nos iluminam.

Ficamos tão focados no que precisamos melhorar que nem aproveitamos o que temos de potência em nossa personalidade. Fico pensando em como nos colocamos sem pensar nessa situação. Só vemos nossos defeitos, só enxergamos o que precisamos melhorar, só vemos como somos imperfeitos!

Tá, mas e o que temos de potencial. Onde fica ?

Porque nos esforçamos tanto em olhar o que não é bom?

Entendo que tem relação com “não ser pego de calça na mão” ( risos)  de não  ser surpreendido,  então nos autodepreciamos antes mesmo do  outro, o fazer.

ME imponho dor, me torno meu pior carrasco, pois se outro me disser coisas ruins, já estou preparado e se vier coisas amenas, me sentirei bem.  Com isso, estamos sempre nos preparando para ouvir o pior. Ouvir que somos imperfeitos, ouvir que estamos inacabados. Sempre o pior cenário. Sempre a pior forma de me ver.

Essa autoproteção com pitadas de requintes de crueldade acaba com nossas sonhos e possibilidades, pois se somos tão imperfeitos não podemos voar, não podemos sonhar alto né?

A imperfeição que nos autoinfligimos é para não nos decepcionarmos com quem somos. É proteção emocional. Mas quanto nos custa emocionalmente tudo isso? Somos imperfeitos, e daí! Temos que aprender a conviver com nossas imperfeições e perceber o quanto podemos aprender com ela.

O importante é saber o que realmente desejo desenvolver das minhas imperfeições, e perceber que tem coisas que não tenho interesse de qualificar e  que está tudo bem também.

É preciso romper com esse padrão de autoproteção e se jogar nas coisas, se jogar nas possibilidades que a vida oferece. Não desistir antes de tentar, mas se lançar na aventura de desabrochar essas possibilidades como ser humano.

Fiz um exercício comigo que mostrou como nos autodepreciamos, como nos julgamos piores do que somos. E qual minha surpresa ao ver as minhas potencias, ali , escancaradas para serem ofertadas e usufruídas.

A grande lição foi que temos muita coisa que é fortaleza que deixo passar e que elas estão lá … só precisam ser aproveitadas e  germinadas para florescerem.

Fica o convite para você conhecer suas potencias!

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