Poder da Presença – Amy Cuddy – Resenha

Poder da Presença – Amy Cuddy – Resenha

O PODER DA PRESENÇA           

Amy Cuddy

Ed. Sextante

2016

 

 

A Presença é  a confiança em si mesmo – nos seus sentimentos, valores e habilidades reais e genuínos. Se você não confia em si mesmo, como os outros vão confiar?

 

A autora refere que precisamos estar atentos ao “espírito da escada” que é aquele momento que deveríamos ter nos posicionado, nos mostrado e que não o fizemos. É de  observação crítica que nos ocorre tarde demais, e traz consigo uma sensação  de  arrependimento, decepção e humilhação, pois deveríamos ter aproveitado aquele momento. Essas situações acontecem quando estamos muito preocupados com o que os outros pensam sobre nós e que nos sentimos impotentes, inclusive atribuindo excessiva importância a opinião do outros.

 

A presença envolve a  confiança, bem estar e entusiasmo apaixonado. Ela é o estado de sintonia com nossos reais pensamentos, sentimentos, valores, potencial e sua  capacidade de expressá-los.  Quando nos sentimos presente, tudo se alinha: nossa fala, expressões faciais, posturas e movimentos. Ficamos sincronizados e isso nos tornando irresistíveis, pois estamos sendo Nós Mesmos. A Presença é essa conexão poderosa e honesta com a gente.

 

Quando tentamos manipular nossa autoconfiança e imagem para outros acabamos parecendo impostores, pois nossos comportamentos verbais e não verbais se desalinham, o mais importante é estar concentrado na sua impressão para você mesmo. E para tanto precisamos refletir sobre  quem somos, quais meus valores, meus pontos fortes e  como posso expressá-los externamente. Um exercício que ajuda é escrever sobre esses pontos.

 

A Presença envolve ainda a capacidade de ouvir. Temos como paradigma que se nos calarmos, seremos inferiores.! Por isso tentamos dominar falando, queremos mostrar que sabemos e dominamos. Ouvir é abrir mão do poder e com isso:

  • As pessoas podem confiar  em você;
  • Você adquire informações uteis;
  • Você começa a enxergar as outras pessoas como semelhantes e aliados;
  • Quando as pessoas são ouvidas, elas tem disposição para ouvir você.

 

Amy, aborda ainda a Síndrome do Impostor – que é a crença paralisantes  que “nos deram algo que não conquistamos ou merecemos e que em determinado momento seremos desmascarados” (p.79). Essa síndrome do impostor nos leva a hesitar e analisar demais as coisas, ficamos muito fixados em como os outros nos julgam, ficamos dispersos achando que não nos preparamos adequadamente para as situações. Isso rouba nosso poder e sufoca nossa Presença.

Essa síndrome atinge Homens e Mulheres na mesma intensidade, mas mulheres são maios oprimidas por ela, pois não admitem e carregam silenciosamente essa sensação destruidora.

Alguns traços andam juntos com a síndrome do impostor:

  • Perfeccionismo
  • Ansiedade de desempenho alta
  • Baixa aceitação
  • Pouca noção de domínio do ambiente
  • Baixa autoestima
  • Medo do fracasso

 

Com tudo isso,  subestimamos o sucesso e exageramos sobre o fracasso, ou seja, se temos sucesso foi sorte, se temos fracasso somos incompetentes.  Essa síndrome do impostor nos impede de reagir no momento, pois ficamos hipervigilantes atrás de pistas de que estamos prestes a ser desmascarados e com isso nossas habilidades ficam visivelmente reduzidas. Ficamos tão preocupados em prever, interpretar e reinterpretar as outras pessoas, e como estão nos julgando, que isso nos impede de observar e interpretar o que está realmente acontecendo.

A sensação de impotência ativa um sistema de alarme contra ameaças e com isso prestamos mais atenção as ameaças do que as oportunidades, nos sentimos mais ansiosos e pessimistas e ficamos suscetíveis as pressões sociais.

 

Para fazer frente a isso, precisamos de PODER PESSOAL, que é ter acesso os nossos recursos interiores ilimitados, as nossas habilidades e capacidades, nossa verdadeira personalidade. Isso nos deixa mais abertos, otimistas e tolerantes ao risco e mais passiveis de perceber e aproveitar as oportunidades.

 

Se não nos sentirmos poderosos, não iremos adquirir Presença!

 

Por outro lado, a sensação de impotência enfraquece a capacidade de confiar em nos mesmos, logo não conseguimos inspirar confiança nos outros.  O fato de nos sentirmos Poderosos ou Impotentes tem enorme influencia em nossas vidas, pois influenciam nosso estado mental e emocional.

 

Quando nos sentimos impotentes, isso eleva nossa ansiedade, a lucidez nos abandona e nosso cérebro fica incapaz de atender as exigências de situações complicadas ou tensas. A sensação de impotência e a ansiedade debilitam as nossa funções executivas e afeta nossa memoria (nos literalmente ficamos emburrecidos).  Além disso, a sensação de impotência nos isola dos outros ou ficamos achando que as pessoas estão prestando muita atenção no que fazemos quando realmente não estão, que é  o chamado Efeito Holofote.

Sentir-se poderoso é um escudo contra emoções negativas, melhora nossa capacidade de relacionamento e interpretação das pessoas. Além disso, ficamos mais propensos a perdoar, percebemos de uma forma mais positiva as nossas interações, ficamos menos suscetíveis a críticas, o que nos faz com nos conectarmos  com o AGORA. Isso nos deixa proativos  e nos dá a sensação de estar no controle. Estar poderoso ainda influencia nossa fisiologia, pois aumenta a testosterona que é o hormônio da dominância e reduz o cortisol, o hormônio do estressa.

 

Sentir-se poderoso expande não somente nossas mentes, mas também nosso corpo, pois quando nos sentimos poderosos ficamos maiores (retesamos, empinamos o queixo, recuamos os ombros, estufamos o peito, separamos os pés e erguemos os braços.)

 

Essa sensação de poder se reflete na voz, as pessoas poderosas falam com mais frequência e fazem mais contato visual quando estão falando, além de falarem mais pausadamente.

 

William James, grande teórico da Psicologia refere que as experiências corporais causam emoções e não o inverso, ou seja, quando experimentamos uma sensação ou  ação física no corpo, isso faz com nos sintamos de uma determinada maneira. Portando nossas emoções são interpretações de nossas experiências corporais. Então,  podemos simular uma emoção até que ela se torne real.  Por exemplo, quando sorrimos, isso melhora as nossas emoçoes.  Nossos corpos falam por nós, eles informam o que devemos sentir e pensar.

O modo como você conduz seu corpo,  afeta como você pensa, sente e se comporta.

Então, expandir seu corpo é a chave para a Presença.

 

Exemplo de posturas poderosas

 

 

As posturas expansivas e poderosas aumentam o nível de testosterona, melhora a confiança, o que aumenta o autocontrole. Faz com nos sintamos melhor,  mais assertivos e menos estressados e ansiosos. Uma simples postura emocional mantida por poucos minutos tem uma influência poderosa sobre a pessoa.

Essas posturas moldam não só como nos sentimos, mas também a ideia de que temos de nós mesmos.

 

As posturas impotentes, por outro lado,  inibem a persistência, criatividade, aumentam os pensamentos negativos sobre si mesmo, embotam os impulsos de enfrentamento de desafios.

As posturas eretas, de cabeça elevada nos deixa presentes, poderosos, por isso que usar o celular e teclar influencia em nossa presença, faz como nos sintamos impotentes. Lembre disso, numa entrevista de emprego!

 

Exemplos de posturas impotentes.

 

Quando você precisar encarar um desafio ou sentir-se poderoso, faça a postura da Mulher Maravilha ( mãos na cintura, pés afastados ) por alguns minutos, e veja como sua mente se prepara para ser poderosa e para enfrentar os desafios.

 

Postura Mulher Maravilha

Lembre que: O jeito que você conduz seu corpo molda o jeito como você conduz sua vida. Seu corpo molda sua mente. Sua mente molda seu comportamento. Seu comportamento molda seu futuro.

 

Sucesso !!!

 

17/12/2018.

Monique Callegari

 

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