O dia que a Vaca voou! A ideia da Aprendizagem Exploratória.

Sou uma apaixonada por ler e aprender coisas novas, sempre que vejo algo que não conheço fico inquieta e desconfortável. Desde muito cedo, na minha infância sempre gostei de ler, e esse hábito carrego ao longo da vida. Lembro até hoje de minha primeira visita à Feira do Livro de Porto Alegre, quando deveria ter uns 8 ou 9 anos. Ganhei um livro de minha avó que não tinha figuras era somente um “livro de letras” – A Vaca Voadora de Edy Lima. Essa “vaca” abriu o prazer da leitura e me fez navegar por caminhos novos. A história da Vaca teve muitos episódios, pois além de voar, a Vaca esteve na Selva, a Vaca ficou deslumbrada, a Vaca foi proibida, enfim passei por todas as etapas da tal Vaca.

Esse desejo de conhecer e de ler, mais adiante se tornou o desejo de aprender coisas novas. Na escola, amava as aulas de história e na faculdade viajava pelos grandes nomes da psicologia: Freud, Skinner, Rogers, Jung, entre outros.

Ler sempre me levou a novas ideias, novas perspectivas e novos conhecimentos. Sempre foi um grande prazer ler um livro, aprender novos conceitos, entender o mundo e as coisas sob diversos pontos de vista.

Então, esses dias lendo um artigo da Revista Strategy+Business* sobre pensar produtivamente, me deparei com algumas questões interessantes, entre elas, o conceito de Aprendizagem Exploratória e somente o termo já me instigou. A ideia desse conceito é explorar e aprender conhecimentos que ainda não sabemos como iremos utilizar ou aplicar. O autor refere como “uma habilidade inexplorada, mas valiosa, pois é a capacidade de aprender, de ter curiosidade genuína combinada com abertura”.

Fiquei encantada e extasiada com a ideia de aprender e conhecer sem um objetivo definido, apenas deixar entrar, viajar e explorar. Deixar as conexões acontecerem … enfim conhecer por conhecer, aprender por aprender e nada mais…

Esse conceito trouxe algumas ideias, e me impactou ao ler a frase: “o futuro é composto de pequenos sinais que estão ao nosso redor agora”. Ou seja, se nos permitirmos e deixarmos a curiosidade entrar, poderemos explorar novos pontos de vista, novas oportunidades e de alguma forma estaremos nos preparando para o futuro.

Estar preparado para o futuro? Esta ideia me agrada muito, pois está alinhada com Lifelong Learning, a proposta de aprender todo o tempo, desaprender, reaprender com uma competência que acredito ser um grande diferencial na vida profissional.

A pandemia nos trouxe muitas questões e reflexões, pois os velhos modelos e práticas caíram por terra, em poucas semanas.  Me senti perdida e percebi que as pessoas também estavam assim, desgovernadas e atônitas, pois os modelos existentes não respondiam mais as novas questões. Fiquei pensando, quem melhor conseguiu se adaptar aos primeiros meses de pandemia? Foram aqueles que conseguiram apreender, isso aprender e reter novos conceitos e novas ideias.  Esse momento mostrou que devemos sempre estar com a mente aberta e disponível para explorar novas ideias, novas áreas e novas formas de atuação.

Aprender a fazer perguntas. Explorar conceitos. Aprender temas diversos. Conhecer coisas sem conexão aparente. Esse tipo de aprendizado abre as portas para questionar ideias estabelecidas, conhecer outras maneiras de pensar a vida, as coisas e atuar de forma diversa. A ideia é Fazer Perguntas que tenham o objetivo de explorar conteúdos, abrir novas frentes e gerar reflexões. Fazer perguntas para conhecer, saber e entender a perspectiva do outro. Questionar seus pressupostos pessoais. Repensar suas posições. Perguntas de abertura de ideias. Perguntas de curiosidade infantil.

Quais são as suas perguntas?

Que perguntas movem sua carreira e sua vida? Que conhecimentos você deixou entrar nesse período? Como eles te impactaram?

Posso compartilhar que esse período tem sido um mini MBA, muitos aprendizados, novas experiências, novos conhecimentos, novos hábitos e novas práticas.

E como a “Vaca Voadora” da minha infância, viajei sem sair de casa por muitos cabeças, ideias e possibilidades. Voei na minha imaginação e nos meus pensamentos.

Fique bem e explore 😊

 

Monique Callegari

Apaixonada por livros, psicóloga, professora universitária, mentora de líderes, consultora de empresa.

 

*Fonte: www.strategy-business.com/article/Thinking-productively-about-the-future?gko=72162

 

COMO O MEDO E A CRITICA BLOQUEIA NOVAS POSSIBILIDADES.

Todos nós temos medo de coisas e de situações novas!

Como professora universitária, vejo a dificuldade dos alunos frente às apresentações em sala de aula ou diante de uma possível entrevista de emprego.  Todos  sentem receio de serem ineficientes  e com muito  medo da análise crítica das pessoas.

Shirzad Chamine (2015), autor de Inteligência Positiva, refere que nosso maior sabotador é o crítico, pois ele te leva a  perceber defeitos em si mesmo e nas outras pessoas, o que gera muita ansiedade, receio, vergonha e culpa. Além disso, o crítico tem uma predisposição de exagerar e supor sempre o pior.  Como somos seres que não gostamos de ser criticados, somente o fato de imaginarmos essa situação, acaba restringindo ou minimizando nossas iniciativas “fora da caixa”.

Nossa criatividade morre com a crítica dos outros, mas principalmente sobre o que pensamos à nosso respeito.  Somos nosso principal carrasco frente às  novas ideias!

Para que elas floresçam, precisamos vencer  o medo de ser diferente, o medo da crítica feita por nós mesmos e pelos outros.

Criar é  pensar sobre formas  diferentes,  perceber  conexões onde outros não a percebem,  “pagar mico”,  não se preocupar, experimentar e errar.

Gosto da ideia de ver conexões, onde outro não a percebeu, mas tenho muitas vezes, medo de ser comparada e ridicularizada com as outras pessoas.

Precisamos ultrapassar o medo e seguir em frente, deixar o crítico de lado e tocar em frente as demandas de nosso dia.

Estou aqui escrevendo esse texto, tendo uma batalha interna com meu crítico para não publicar isso, em nenhum lugar. O meu crítico me diz: “Para que publicar isso? Ninguém vai ler e assim tu não te compromete.” “Guarda para ti tuas ideias e não corre riscos, e por isso que sou assim contigo! Te cuido.”

Não quero ser arrebatada por essas palavras e para tanto preciso fazer meu enfrentamento.

Tenho usado algumas ideias:

  1. Listando os medos e fazendo uma análise “racional” das possibilidades delas realmente acontecerem. Por exemplo: será que as pessoas vão mesmo rir de mim? E se rirem, qual o problema? Todo mundo faz besteira, né….
  2. Pensando no pior que pode acontecer, pois o medo se desfaz quando o enfrentamos, ele diminui, reduz e desaparece.
  3. Lembrando que somente as pessoas que fizeram grandes inovações, erraram, tentaram, se frustraram. Então vai e tenta, para ver o que acontece.

Talvez, o que perdemos quando não nos expomos, é muito maior do que esses medos e criticas.  Quantas vontades  deixamos de lado para não ter enfrentar nossos monstros pessoais.?

Não quero mais ser refém disso… o que posso perder  se não tentar? E se não tentar? Qual  será a maior perda? Fazer ou não fazer?

Vou fazer !

 

( Esse texto foi escrito há um ano. A pandemia me  fez repensar, rever coisas paradas e fazer enfrentamento do meu crítico ).

Monique Callegari

#criatividade #medo#enfrentamento #correr riscos

QUERO SER LÍDER !!!

Como professora universitária ouço essa frase todo os tempo:

 “ Quero ser gestor de pessoas!”

A ideia de ser líder seduz as pessoas, pois remete a um certo grau de  autonomia, poder, relações diferenciadas, enfim uma gama de coisas que parecem “interessantes” , além é claro da remuneração diferenciada.

Junto com esses “benefícios”  temos  as responsabilidades e os desafios que acompanham essa atividade:

  • Não sou mais sozinho! Agora tenho uma equipe e preciso pensar neles.
  • Tenho que me posicionar, pois antes podia ficar neutro, agora tenho que decidir, dizer o que penso.
  • Preciso ser o exemplo, mostrar e demonstrar os valores que tenho como pessoa e me portar e comportar como tal.
  • Tenho que ter controle emocional, pois preciso lidar com as minhas emoções e muitas vezes com as emoções dos outros.
  • Preciso lidar com conflitos e dar feedbacks,  sim … vou ter que interferir, mediar e falar coisas que as pessoas não querem ouvir .
  • Vou ter que dizer não e ficar firme, mesmo que a minha vontade seja de dizer sim.
  • Terei que preparar meu sucessor, pois um bom gestor pensa no desenvolvimento das  pessoas e no seu próprio crescimento.
  • Vou ter que amadurecer como pessoa e saber  ouvir o que minha equipe pensa de mim, mesmo que eu não goste.
  • Terei  que avaliar e demitir alguém que trabalha comigo, ainda  que goste dessa pessoa como amigo…
  • Vou ter que ….

A liderança possui uma infinidade de desafios, muitas situações imprevisíveis e inesquecíveis, momentos de superação e  esforço, mas também muitos  momentos de prazer, felicidade e realização. Se você deseja ser gestor, vá em frente ! Aproveite o caminho e o aprendizado J

Monique Callegari –  Consultora na área de gestão de pessoas, Professora Universitária e Psicóloga – Diretora da XK Psicologia Organizacional.